“Só vive o propósito quem suporta o processo”

“A única maneira de você se sentir realmente satisfeito é amando o que faz.”

Essa citação do Steve Jobs é inspiradora, mas dependendo do nosso momento de vida, também pode desconfortar.

Amar o que faz remete ao propósito. Defino propósito como a sensação gratificante de estar no lugar certo, fazendo a coisa certa, que atribui significado ao que fazemos.

A clareza do propósito nos traz convicção do “por que” fazemos e atribui sentido ao trabalho.

Se a única forma de nos sentirmos realmente satisfeitos é amar o que fazemos, então o que dizer quando não estamos no melhor momento da nossa carreira?

Compreendendo que tudo o que vivemos nos modifica, é humano, vez por outra, precisar de um tempo para repensar nosso propósito.

Não faz muito tempo, a relevância do trabalho remetia à ideia de estabilidade e ganho financeiro. Se o profissional considerasse não estar realizado com o que fazia, havia sempre alguém para lembra-lo das suas “conveniências” e boa sorte.

Se três décadas da nossa vida passamos trabalhando, trabalhar precisa ir além da necessidade de sustento, precisa fazer sentido.

Mudou o modo como as pessoas enxergam o trabalho. Vestir a camisa” perdeu a validade. Os profissionais, sobretudo das gerações mais novas, não admitem trocar vida por trabalho, como também não abrem mão de “vestir o pijama”.

Trabalhar feliz não é escolha é condição. Nas escutas de mentoria percebo claramente essa mudança.

O trabalho nos dá contexto, identidade, oportunidade de conexão social, expressão, sustento, mas precisa também promover realização.

Ainda vejo situações em que a necessidade de pertencer, de ser reconhecido, de ter, de não perder ou ficar para trás, ainda prendem as pessoas a um trabalho sem satisfação.

Perdidos do sentido de ser feliz no trabalho, nos perdemos de quem somos e do que nos importa. Trocamos, sem perceber, a condição de “ser feliz” pela de “dar certo” no sentido pobre do termo.

A sensação de “dar certo”, só quem sente sabe.

Eu sempre achei que meu trabalho era exatamente a minha “justa medida”. E por bastante tempo, foi. Fazia o que eu gostava e escolhia com quem queria trabalhar.

Fruto da Geração X, sempre valorizei reconhecimento e estabilidade. E tudo ia bem (?), até o dia que algo sério aconteceu e a vida virou de ponta cabeça.

Presa ao que antes dava certo, mas no novo contexto não funcionava mais, da estabilidade passei à incerteza. Perdi o rumo.

Sob a justificativa de que “mudar é o parto de uma mudança” (nos tornamos reféns do que falamos). Em vez de mudar a estratégia e fluir com o novo, tentei compensar com maior esforço de trabalho.

Vivendo a condição de trabalhar para “dar certo” em vez de “ser feliz”, esgotei mente e corpo e tive de sair de cena. Logo eu…

Às vezes, o que a gente faz de melhor é também um ponto de aprendizado.

Ganha Sócrates por dizer que

“A mudança é inevitável, e não existe outra escolha a não ser que todos nós precisamos aprender a lidar com ela.”

O novo propósito? Um processo. Com o “devido apoio”, venho testando as novas medidas.


Waleska Farias

Mentora de líderes, Estrategista de Marca Pessoal, Carreira & Reputação.

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Waleska Farias

Criadora do Núcleo de Desenvolvimento Humano Waleska Farias com + de 10 Mil Líderes Capacitados.

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