O FUTURO É TECH, MAS SOBRETUDO TOUCH.

Caminhamos para um mundo cada vez mais tecnológico. É difícil olhar para o futuro e não enxergar nele a marca digital. A tecnologia, como uma onda que avança rapidamente, cada dia ganha mais espaço e se insere em todos os segmentos, influenciando o estilo de vida e trabalho das pessoas e transformando o panorama do mundo.

Com o empurrão da pandemia, novas tecnologias prontamente surgiram, beneficiando vários setores com melhorias significativas, nos sistemas de ensino à distância, trabalho remoto, teleconsulta, entretenimento virtual, compras on-line e entrega robótica. Também geraram valor ao inovar modelos de negócios com grande vantagem em custo, seleção, rapidez, nível de serviço e benefícios funcionais como economia de tempo e facilitação da vida. E sem dúvida seguirá ganhando relevância por realizar com eficácia as tarefas mais mecânicas.

Mas, ao mesmo tempo em que o avanço tecnológico promove transformações em vários âmbitos e estabelece um marco na História, além dos benefícios, apresenta também desafios que o “tech” sem o “touch” não soluciona. Embora muitos acreditem que seja tendência a tecnologia se sobrepor à humanidade, isso não faz sentido. Foi o homem quem criou a máquina para automatizar os processos e facilitar a sua vida.

A tecnologia é aliada. É um trabalho mútuo, onde máquinas e pessoas se complementam.

Parte do que era divulgado como prognóstico sobre o futuro do trabalho, mostrava as “tech trends” liderando o palco e os humanos pouco a pouco sendo substituídos por robôs. É certo que algumas profissões, por um processo de evolução natural, com o tempo vão deixar de existir. Mas, a robotização não vai substituir o trabalho humano, pois sistemas tecnológicos requerem processos relacionais. A função dos robôs não é substituir a mão de obra humana, mas automatizar os processos repetitivos que não são atrativos às pessoas. 

Na contramão do prognóstico, os efeitos colaterais gerados pela pandemia nos fez repensar a busca de um sentido para o novo contexto social e ressaltou a necessidade de reforçar os laços humanos nas relações. Ao mesmo tempo em que as experiências digitais reinventam os negócios, também abrem espaço para que as competências exclusivamente humanas permaneçam relevantes no novo formato de trabalho. Afinal, alguns aspectos como valores, crenças e sentimentos não podem ser automatizados e tudo o que não puder ser automatizado continuará sendo de extremo valor.

A tecnologia, embora seja fundamental para a automatização de processos e esteja intrinsecamente conectada ao propósito evolutivo do mundo, não atende a nossas necessidades emocionais, não responde aos nossos tempos internos, tampouco nos questiona sobre o que é certo e não o que é mais fácil nas nossas decisões.

Isso é cuidado. E cuidar é território do humano. Cuidar, quando tudo parece difícil. Ajudar a elevar a moral, a seguir em frente, a ir além. Seja por senso ético, por bondade ou humanidade, no trato humano associar cuidado ao contexto é vital.

Humanizar o robô ou robotizar o humano?

No que tange ao porvir, tudo o que as máquinas puderem fazer, certamente será feito, mas caberá aos humanos o que as máquinas não são capazes de fazer: o humano! Como o futuro não tem precedente, cabe a cada um de nós ajudar a construí-lo com a convicção de que: quanto mais tech as ferramentas, mais touch devem ser as relações. Essa é a medida.

Façamos a nossa parte!

Waleska Farias

Liderança, Marca Pessoal e Reputação Profissional.

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