Mudança: A Arte de Adaptar-se ao Novo.

A solução para os conflitos que vivemos, hoje, talvez não seja sobre feitos heroicos. Talvez seja sobre lideranças e equipes dispostas a se adaptarem ao novo e caminharem juntas numa mesma direção.

O mundo muda a passos largos e as pessoas, querendo ou não precisam se adaptar. A dificuldade de adaptação aos processos de mudança representa a resistência entre o que já foi e o que agora deve ser. Mas, mudar, a despeito de necessário, com a velocidade e complexidade das novas tendências, tem provocado descompassos na conjugação entre o prático e o subjetivo, dificultando a clareza do que precisa ser transformado. Mudar é um imperativo desses novos tempos. Ou mudamos ou algo acontece e nos obriga a mudar. Somos chamados constantemente a nos desapegar de velhos padrões e paradigmas e nos liberar para o novo. E nesse intervalo entre o que já foi e o que agora deve ser é que nos deparamos com o vazio da incompreensão que nos faz perder o senso de direção. O cenário pós-pandemia tem provocado em todos a necessidade de transformação. O formato de trabalho mudou. O que não mudou, no entanto, é que todo o trabalho ainda é executado por pessoas e o grande desafio das empresas, hoje, é capacitar suas lideranças para que consigam manter as equipes engajadas, produtivas, e receptivas às demandas desse novo cenário.

Segundo pesquisa da Bain & Company: 70% das iniciativas de mudança nas empresas tem falhado devido à falta de alinhamento dos colaboradores com o propósito do processo de mudança e quase 40% dos gestores não estão preparados para agir como agente transformador por não saberem como apoiar as pessoas nos processos de mudança. Muitos colaboradores têm apresentado sinais de esgotamento físico e psicológico frente às implicações de um futuro incerto e ambíguo. De acordo com dados da OMS o Brasil é, hoje, o segundo país referência em ansiedade e estresse no mundo. Ansiedade, irritabilidade, indolência, alheamento, reatividade são alguns dos reflexos provocados por transtornos emocionais, os quais muitas vezes passam despercebidos ou são interpretados de forma negativa por aqueles que julgam as pessoas e não as reações. Não existe manual de instrução, existe a tomada de consciência do que ainda não é entendido e por isso mal interpretado, sacrificando as relações de trabalho. 

A mudança alicerça o processo de evolução contínua, reeditando as experiências e redefinindo o curso das histórias. Cabe a cada um, a despeito do seu cargo ou função, fazer seu próprio custo-benefício: aceitar e fluir ou resistir e vitimar-se? A decisão traz em si a as consequências que favorecem ou não a conexão entre o que foi e o que agora deve ser como propósito de uma nova forma de viver e conviver. 

Waleska Farias
Liderança, Carreira e Imagem

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