Marca pessoal não é alegoria. É essência.

Marca pessoal é essência, não alegoria; saiba como administrá-la.

Em tempos de fachada, é um grande privilégio permitir-se o luxo de ser quem você é. Todos nós temos uma essência, algo único que nos legitima como indivíduo e distingue a singularidade de nossa marca pessoal. Curiosamente, a despeito de vivermos em um mundo hiperconectado, muitas pessoas estão em uma condição inversa, desconectadas do essencial. Acreditam que quanto mais ligadas estiverem aos padrões sociais e às referências externas, mais adaptadas ao contexto estarão. De fato, adaptadas, sim, mas completamente desconectadas de si. É importante moldar-se ao contexto? Fundamental como perspectiva de pertencimento, mas sem negligenciar a essência humana que credencia a autenticidade da marca.

Embora o conceito de gestão da marca pessoal ainda não seja compreendido em toda a sua amplitude, cada vez mais pessoas têm buscado entender melhor sua abrangência para trabalhá-lo como expressão de relevância. Independentemente da posição que você ocupa ou de onde trabalha, a marca pessoal é sua mais genuína expressão. A partir do alinhamento entre quem você é e o que se propõe a realizar, torna-se, também, um poderoso recurso de validação de sua entrega, justificando a probabilidade de sucesso de suas iniciativas.

Intrinsecamente conectada ao aspecto humano, a marca pessoal transita pelo campo tangível, mas, sobretudo, pelo intangível com o que carrega em si de sutil. Aspectos que, mesmo não aparentes, emitem mensagens subliminares que a caracterizam, transmitindo às pessoas informações sobre o que elas realmente gostariam de saber a seu respeito e que, muitas vezes, nem mesmo você consegue identificar.

Quando você adquire consciência de que sua marca pessoal é a expressão da própria essência que dá sustentação a suas estratégias de posicionamento, dedicar-se a seu processo de gestão pode ser uma experiência tão extraordinariamente inspiradora e edificante que se equipara à sensação de recompensa que o sentido espiritual agrega.

Mas, para que isso aconteça, é necessário salvaguardar o alinhamento entre a essência que a autentica e o propósito que justifica sua finalidade, conectando-a a um contexto. Quanto mais clara a percepção do quem na consideração da essência e do que na adequação da entrega, maior a compreensão do que cabe como posicionamento autêntico e representação da promessa de valor da própria marca.

Por quais atributos e valores você quer ser reconhecido? A qual contexto você quer se conectar? Como sua entrega impacta a vida das pessoas que escolhem trabalhar com você? Aqui entra a importância de sua marca pessoal, por representar tudo o que em você, de ordem prática e subjetiva, influencia a percepção das pessoas a seu respeito. E no compromisso de distinguir-se pelo que traz em essência a marca pessoal, em sua “justa medida”, adquire relevância e se estabelece como referência por seu essencial.  

Por Waleska Farias | Coluna publicada na edição 118 da Versatille

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