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A Geração do “Tudo é Pra Ontem” A Geração do “Tudo é Pra Ontem”

Vivemos o hoje em ritmo de ontem, para que amanhã traga as respostas que procuramos.

Este artigo é inteiramente sobre mim, mais uma personagem desta agitada geração que recebeu o apelido de Y. Aviso na primeira linha, que é para nenhum leitor reclamar que estava desavisado. Se achar que não vale a pena, pode parar por aqui e pular para outro texto.

Desde 2009, eu sou inundada com informações sobre a geração Y. Não sabia que eu fazia parte dela e muito menos o porquê dela se chamar assim. Descobri em outubro deste mesmo ano. Uma pesquisa de ambiência e comportamento realizada por Neire Castilho (Diretora da agência Futura Comunicação) apontou a geração que cada um dos colaboradores pertencia.

Não tinha nenhum veterano, geração dos nascidos entre 1922 e 1945 e que cresceram no período das guerras sob educação rígida e conservadora. Ainda bem, ou teríamos conflitos pelas diversidades de posturas. A geração Boomers, dos nascidos entre 1945 e 1965 e caracterizados pela valorização do status e crescimento revelou uma personagem. Já a geração X, daqueles que nasceram entre 1965 e 1977, tinha os gestores e um atendimento como representantes. A geração Y, dos nascidos entre 1977 e 2000, foi representada por 8 colaboradores, todos membros da célula criativa.

O fato ilustra em números que a presença da geração Y no mercado, principalmente da comunicação, é acentuada, e tem provocado mudanças profundas no ambiente corporativo, por causa seu imediatismo que, infelizmente, ainda é visto somente como ambição para alcançar o rápido crescimento profissional, sem vestir a camisa da empresa.

Mitos e percepções à parte, a geração Y é uma geração como as outras, influenciada por um contexto socioeconômico e cultural. Mas que teve a sorte de não nascer em um período de guerras, entre costumes conservadores, vetos da censura de líderes ditadores e quando as novas tecnologias não passavam de delírios de cientistas e pesquisadores.

Depois de entender um pouco sobre a minha geração, tomando conhecimento das percepções positivas e negativas das empresas e de todas as características que traçam o perfil do jovem Y, eu também pude me conhecer melhor e reavaliar todas as minhas experiências profissionais.

Percebi que não deveria em momento algum, colocar os jovens Y como os injustiçados e os empregadores, gestores e diretores como os lobos maus da história. Todos nós estamos no mesmo conto. Ou seja, tanto o jovem quanto as empresas, buscam empreender pra alcançar o crescimento rápido e assim conquistar potencial competitivo para acompanhar as mudanças e exigências do mercado.

O X, ou melhor, o Y da questão está em desmistificarmos nossos anseios e provarmos que somos imediatistas sim, mas não ignorantes ao ponto de colocar em risco nossa segurança. Alias, segurança é o que mais buscamos. Vivemos o hoje em ritmo de ontem, para que amanhã traga as respostas que procuramos. Por isso, acho que esse nome Y não combina com a gente. O melhor seria se nossa geração se chamasse geração feedback.

Juliana Talala
Jornalista, redatora publicitária e blogueira.
www.julianatalala.wordpress.com
www.twitter.com/Juliana_Talala

Waleska Farias
Coaching, Carreira e Imagem.

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