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De Onde Vem a Geração Y? De Onde Vem a Geração Y?

Esse questionamento, que parece estar tão na moda, me remete a uma reflexão: O que representa a força da geração Y na sociedade, consumo, mercado, formação, política, amor?

Traçando um panorama histórico, encontraremos alguns pontos em comum nas gerações X, Y e, mais recentemente, a C, ou webnative. Todas elas tentam ou tentaram defender causas que para as mesmas pareciam ser importantes.

Vejamos: na edição 219 da revista Galileu, Rita Loiola afirmava em sua reportagem que a geração X era uma geração que buscava o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. Hoje, a juventude também se preocupa com a qualidade de vida, dessa vez com muito mais rapidez e imediatismo. E também busca na estabilidade do trabalho, uma forma de realização pessoal, mas tem que dar prazer, status, ser responsável socialmente e oferecer um bom salário. (Consumo?)

Ainda que inconsequentes, os grupos juvenis representam boa parte da população nacional. No Brasil, segundo dados do CONJUVE (Conselho Nacional da Juventude), hoje existem 50,5 milhões de jovens, destes, 14,6 milhões vivem em grandes metrópoles, 25, 4 vivem em regiões urbanas e 7,8 milhões vivem em regiões rurais.

A representatividade dessa parcela da população (50,5 milhões de jovens) nós encontramos facilmente para onde direcionamos nosso olhar. Pois, mesmo quem não faz parte desta geração, pode se identificar com suas características. Inclusive alguns indivíduos que tecnicamente fazem parte das outras gerações, atuam como representantes legítimos da geração Y.

“O adolescente deixou de ser criança grande, desajeitada e inibida, de pele ruim e hábitos antissociais, para se transformar no modelo de beleza, liberdade e sensualidade para todas as outras faixas etárias”. (KEHL, 2004) (Consumo?)

Nesse mundo globalizado, com uma intensa troca de informações, baseada na velocidade, imediatismo e consumo difundidos pelos veículos de comunicação de massa, a juventude se torna “alvo fácil”, mudando seu comportamento em detrimento dos conceitos descartáveis dos “Mass Media”. O universo juvenil não é um bicho de sete cabeças em que os adultos deixam de conversar, ou conversam através da imposição, muitas vezes sutil, muitas vezes escancarada e quase sempre coercitiva. (mercado?)

Em se tratando de mercado os jovens sofrem tanto quanto os adultos, no entanto, a situação piora quando existe a discriminação por ser jovem. A possibilidade de convocação para o serviço militar, a falta de experiência, a imaturidade, a inconstância. Todos esses fatores se tornam determinantes na inserção ou não no mercado de trabalho. Imagine a cabeça desses jovens… O que os jovens serão quando crescer? As possibilidades são muitas, os veículos de comunicação estão aí para apresentá-las…

Em 2005 a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), constatou que entre os 3,2 milhões de desempregados acima dos 16 anos, 1,5 milhões pertenciam à faixa etária de 16 a 24 anos. Um total de 45,5% dos desempregados acima dos 16 anos.

Qual a pior coisa em ser jovem? 20% dizem ser a falta de trabalho e renda. São dados complexos, pois, ao passo que uma parcela da geração Y consome produtos e serviços, assustadoramente, outra está à procura do seu primeiro emprego.

Parece não ser tão complicado entender o universo juvenil. Talvez, parafraseando Fabiane Asquidamini, presidente da ONG Trilha Cidadã que, “Para aproximar-nos deste universo juvenil, necessitamos de ferramentas que nos habilitem a vermos melhor, a escutarmos melhor, a entendermos melhor a juventude”. (ASQUIDAMINI apud DICK, SILON. 2009)

Mas, deixemos esses números, pois estamos falando aqui de pessoas e não de máquinas, é isso que importa. As estatísticas nos servem para mensurar ações e não seres humanos. Vamos utilizar essa sugestão da Fabiane. Quais ferramentas são essas, a tecnologia pode ser uma ótima aliada, né?

Essa geração também quer fazer parte de uma universidade pública, quer contar para seus amigos que estudam numa universidade, fazem um curso da moda, também querem participar das discussões, terem argumentos críticos, voz passiva e ativa, participar da construção de um país mais justo solidário e, de fato, democrático. (formação?)

Por outro lado eles já estão inseridos e participam ativamente de movimentos sociais, questionam a situação do nosso país, questionam a crise econômica, fazem uma verdadeira análise de conjuntura. Fomentam as manifestações, fazem greve de fome, dormem e também consomem. (política?)

Mas, por onde anda o (amor?)

Danilo Marinho (danilo@clubedorp.com) é estudante de graduação em Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas. Colaborador dos portais Comunidade RP Brasil, A Bordo da Comunicação e, eventualmente contribui com O Cappuccino. Atua também como Educador Social e palestrante no Mutirão de Comunicação América Latina e Caribe e é integrante da equipe de comunicação da ONG Trilha Cidadã e mediador do portal www.clubedorp.blogspot.com

Waleska Farias
Coaching, Carreira e Imagem.

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