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A Teoria Revolucionária que Define o que é Ser Inteligente A Teoria Revolucionária que Define o que é Ser Inteligente

A Inteligência Emocional no Trabalho

As pessoas com prática emocional bem desenvolvida têm mais probabilidade de se sentirem satisfeitas e de serem eficientes em suas vidas, dominando os hábitos mentais que fomentam sua produtividade; as que não conseguem exercer nenhum controle sobre sua vida emocional travam batalhas internas que sabotam a capacidade de concentração no trabalho e de lucidez de pensamento.

(GOLEMAN, 2001, p. 49).

Goleman  afirma que há uma baixa correlação entre sucesso e os índices de QI, já que a inteligência acadêmica não oferece praticamente nenhum preparo ou oportunidade para o que ocorre na vida (pessoal e/ou profissional). A cultura e as escolas privilegiam a aptidão em ãmbito acadêmico, ignorando a inteligência emocional, ou seja, o caráter, que também exerce papel fundamental no destino pessoal do ser humano. A aptidão emocional é, pois, uma metacapacidade que determina até onde se pode usar bem quaisquer outras aptidões que se tenha. Há indícios de que as pessoas emocionalmente competentes, as quais lidam bem com os próprios sentimentos, compreendem e levam em consideração os sentimentos do outro.

É Importante salientar que as pessoas que têm a inteligência emocional bem desenvolvida, sentem-se satisfeitas e tendem a ser eficientes em sua vida pessoal e profissional, aumentando sua produtividade. Sabem gerenciar emoções, promover a cooperação, tomar decisões adequadas, desenvolver o autoconhecimento e ter empatia pessoal. São autoconfiantes e capazes de persistir num determinado objetivo, apesar dos percalços. Conseguem controlar impulsos e se mantêm em bom estado de espírito, não deixando que a ansiedade interfira em sua capacidade de raciocinar.

Para Goleman, utilizar bem a inteligência emocional é ter habilidade para o trabalho em equipe, exercitando constantemente o diálogo e a auto-análise. Sendo assim, a produção do indivíduo flui naturalmente, mantendo-o em equilíbrio consigo mesmo e com os demais. O QI (coeficiente de inteligência) não pode ser alterado, mas o QE (coeficiente emocional) pode ser aumentado, porque é aprendido. Sendo assim, atualmente, o que mais conta pontos na hora da contratação não é o QI, mas sim a inteligência emocional, ou seja, a pessoa que apresenta maior equilíbrio de suas emoções. Goleman garante que “Emoções em equilíbrio abrem portas” e afirma que a inteligência emocional é responsável pela competência que distingue os maiores líderes. Pessoas com qualidade de relacionamento humano têm mais chances de obter sucesso na vida.

Enfim, considerando estudos feitos por Goleman, a inteligência emocional é absolutamente vital para o bom desempenho e o sucesso profissional, razão pela qual é muito mais valiosa que o QI e as habilidades técnicas juntos. A base da inteligência pessoal é o autoconhecimento, por isso é necessário desenvolvê-la no âmbito pessoal para depois poder utilizar esse recurso interno nas relações sociais.

Uma visão da natureza humana que ignore o poder das emoções é lamentavelmente míope. A própria denominação Homo Sapiens, a espécie pensante, é enganosa à luz do que hoje a ciência diz acerca do lugar que as emoções ocupam em nossas vidas. Como sabemos por experiência própria, quando se trata de moldar nossas decisões e ações, a emoção pesa tanto - e às vezes muito mais - quanto a razão. Fomos longe demais quando enfatizamos o valor e a importância do puramente racional - do que mede o QI - na vida humana. Para o bem ou para o mal, quando são as emoções que dominam, o intelecto não pode nos conduzir a lugar nenhum. (GOLEMAN, 2001, p. 18).

Ainda segundo Goleman, para alcançar e entender a inteligência emocional são necessárias algumas aptidões básicas, como as descritas a seguir.

  • É preciso conhecer as próprias emoções. Isso significa aprender a identificar e avaliar a intensidade dos sentimentos e definir até que ponto eles podem influenciar a si mesmo e os que fazem parte da convivência.
  • Ter capacidade de empatia, ou seja, conseguir se colocar no lugar do outro e conseguir sentir como o outro. Quanto mais aberto o sujeito estiver para suas próprias emoções, mais habilidade terá para decifrar os sentimentos dos outros.
  • Lidar com as emoções significa saber identificar as próprias emoções e expressar sentimentos, sem reprimi-los, assim como aguardar o momento adequado para se expressar.
  • Reconhecer as emoções nos outros é ser verdadeiro e reconhecer os próprios erros.
  • Saber se relacionar é estar consciente do próprio estado emocional e estar em sintonia com o estado emocional do outro.

As emoções foram sendo desenvolvidas e evoluindo conforme as necessidades de sobrevivência do ser humano, que é naturalmente dotado de um sistema interno de orientação, que o alerta e impulsiona a buscar a compensação, quando as necessidades naturais não são satisfeitas.

As emoções também colaboram para a tomada de decisões, afinal são uma grande fonte de informações. Estudos mostram que pessoas que estão com as conexões cerebrais danificadas, não podem tomar nem mesmo decisões simples, pois não sentem nada sobre suas escolhas. Por essa razão, o ajuste de limites se faz necessário para proteger a saúde física e mental do indivíduo. Quando o comportamento de alguém nos incomoda, nossas emoções nos alertam, por isso é importante aprender a confiar em nossas emoções e sensações, pois assim seremos capazes de ajustar nossos limites.

Quanto à comunicação, as emoções nos ajudam, a partir de nossas expressões (faciais, olhar), a sinalizar quando precisamos de ajuda. Em contrapartida, devemos ser eficientes também na compreensão dos problemas dos outros.

Quando se fala de união, percebe-se a importância das emoções, que são, talvez, a maior fonte potencial capaz de unir todos os membros da espécie humana.

Ref.: Revista InterSaberes - Janeiro/ Junho 2007 : Ano 2 - Número 3
Tit.: Inteligência emocional no trabalho
Autores.: Andréa Zocateli Guebur, Cleusa Aparecida Poletto, Daicy Maria Sipoly Vieira

Waleska Farias
Coaching, Carreira e Imagem.

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