Waleska Farias - Gestão de carreira e imagem



Sobre Vitimismo Sobre Vitimismo

Se somos o que cremos, cabe a nós a responsabilidade pela nossa situação atual. Certo? Não sei, mas vamos pensar…

Quando eu busco em algo exterior e intangível (Deus, destino, etc.) a causa dos meus males, coloco-me, inevitavelmente, como um fantoche, alguém preso a fios invisíveis que não possui vontade própria.

Mas isso entra em choque com outra crença também intangível: o tal do livre-arbítrio.
Se deus (minúsculo mesmo, pois me refiro genericamente) nós dá o livre arbítrio, a liberdade de ação, por que nos limitaria com tantas determinações do tal destino, karma? Alguns diriam que é para nos testar. Mas se ele é onisciente (sabe de tudo) por que precisaria nos testar? E com qual finalidade? Sadismo?

Creio que não é por aí.

Se eu pensar em deus como uma potência, uma espécie de força universal ao invés do homem de barba branca cristão, o horizonte se amplia.

Uma vez que deus agora é uma força, ela não tem atributos humanos (não julga moralmente, não é sádica, perversa, nem boa, nem má). Uma força que existe, assim como muitas outras forças (conhecidas ou ainda não) para fazer dar certo a existência num todo: biológica, mental e espiritual.

Colocando dessa forma, deus não faz “por nós”, mas “através de nós”. A força sozinha não escolhe nada; mas eu, enquanto agente causador posso ativar ou não essa força em mim, em minha vida. E ela flui sempre de modo a promover a existência em mim, de forma funcional.

Então não posso dizer que sou vítima do destino, ou dos deuses. Sou vítima das minhas escolhas, da minha atitude, daquilo que escolhi como verdade. Opa, coisa boa por aí… Se eu não sou vítima, sou agente. Se eu faço, posso desfazer e até mesmo refazer.

Que bonito, não? Não mesmo (responderia os mais acomodados). Passamos tantos anos aliviados por saber que “Deus escreve certo por linhas tortas” e nos colocamos como meros leitores da vida. Leitores cegos, diga-se de passagem. Pois se realmente observarmos a nossa vida, veríamos como somos negligentes.

Eu posso culpar Deus, meus pais, as pessoas, por eu não conseguir namorar ninguém. Posso culpar a sociedade, reclamar, esbravejar, praguejar todos. Mas também posso parar e pensar o que eu quero para minha vida afetiva, e sabendo qual meu objetivo posso avaliar o que preciso modificar para alcançar essa realização. Isso inclui: tornar-me uma pessoa interessante física, mental e espiritualmente (ou seja, ter um “bom astral”, uma energia bacana).

Obviamente que a segunda alternativa, ser o responsável pela minha mudança dá um pouco mais de trabalho. Mas acredite: vale muito à pena quando os resultados iniciais vão afetando e renovando uma série de outros setores da vida quase sem você perceber.

Deixe de ser vítima. Tome posse da sua vida e realize-se.
Começar só depende de você.

Caio Ceratt
Aluno do curso de psicologia com ênfase em psicanálise da UEM (Universidade Estadual de Maringá/PR).
ccscpsi@gmail.com

Waleska Farias
Coaching, Carreira e Imagem.

DEIXE SEU COMENTÁRIO
cadastre-se e receba nossas novidades »